JUVENTUDES

Crack devora 8,6% dos jovens brasileiros

 

    O cenário epidemiológico do crack no Brasil, segundo o Cebrid (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas), aponta que 8,6% dos jovens de 9 a 18 anos consomem essa droga. Esse é um alerta para pais, educadores e formadores de opinião em geral. O uso disseminado do crack no mundo das drogas está relacionado a vários fatores que levam a grave transformação, tanto na oferta quanto na procura. De um lado, o controle mundial repressivo sobre os insumos químicos necessários a sua produção - como éter e acetona - faz os produtores a baratear cada vez mais sua fabricação, com a utilização indiscriminada de outros ingredientes altamente impuros. Quanto mais barata sua produção, mais rentável é sua venda. O crack representa para o jovem usuário de drogas um tipo de cocaína acessível, pois vendido em pequenas unidades baratas, oferece efeitos rápidos e intensos. Entretanto, a desejada intoxicação cocaína proporcionada pelo crack provoca efeitos de pouca duração, o que leva o jovem  a fumar imediatamente outra pedra. Esse ciclo ininterrupto de uso potencializa os prejuízos à saúde física, as possibilidades de dependência e os danos sociais. A inovação no mercado das drogas com a entrada do crack atraiu pequenos traficantes, agravou ainda mais a situação, com o aumento incontrolável de produções caseiras.

Como todo uso de drogas está associado a fatores biopsicossociais, o consumo de crack não é diferente. A pedra vendida geralmente por R$ 5 é derivada das sobras do refino da cocaína. Nenhuma outra substância ilícita tem semelhante poder de dependência para o jovem. Os danos dela são tão graves que produzem a impressão de que o número de usuários é bem maior. 

CONSULTÓRIO DE RUA
Os consumidores são expostos a riscos sociais e a diversas formas de violência. Geralmente, quando os efeitos da droga diminuem no organismo, o jovem sente sintomas de depressão e tem sensação de perseguição. Outros sinais comuns são desnutrição, rachadura nos lábios, sangramento na gengiva e corrosão dos dentes; tosse, lesões respiratórias e maior risco para contrair o vírus HIV e hepatites.

Além de problemas físicos para os jovens, há os de ordem psicológica, social e legal. Ocorrem graves perdas nos vínculos familiares, nos espaços relacionais, nos estudos e no trabalho, bem como a troca de sexo por drogas e, ainda, podendo chegar à realização de delitos para a aquisição da droga.

         Como geralmente o viciado não costuma procurar os serviços de Saúde e, por viverem situações de extrema vulnerabilidade, tornam-se facilmente vítimas da dependência e de outros problemas de saúde, começam a ser instalados em vários municípios do Brasil, com recursos federais, os consultórios de rua, que funcionam com equipes multiprofissionais, formadas por integrantes da Saúde Mental, Atenção Básica e Assistência Social. Estas equipes fazem a primeira abordagem para falar com as pessoas e oferecer ações de promoção, prevenção e cuidados básicos em saúde, para mais tarde facilitar o acesso a outros serviços de saúde. "A característica mais importante desta intervenção é oferecer cuidados no próprio espaço da rua, preservando o respeito ao contexto sócio-cultural da população", explica o coordenador de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Pedro Gabriel Delgado. 

KIT BÁSICO
A proposta tem também como eixo a promoção de direitos humanos e a inclusão social, além de enfrentar o estigma e ampliar as estratégias de redução de danos. "A equipe chega com um veículo e faz o primeiro contato para oferecer cuidados básicos. Para cada um é oferecido um kit que pode ser composto por folhetos informativos, camisinhas, protetor labial para quem tem feridas na boca (devido ao uso do crack). Também podem ser feitos testes rápidos de HIV", explica Pedro Gabriel.

Estabelecido o vínculo, o Consultório de Rua pode encaminhar as pessoas para uma equipe de Saúde da Família, ou a depender do caso, para o Caps (Centro de Atenção Psicossocial) ou Caps-AD (Centro de Atenção Psicossocial - Álcool e Drogas), para que ele receba o apoio. Para dar suporte ao familiar e ao usuário da droga, o Ministério da Saúde também criou o Disque Saúde (0800- 611997) para informações sobre o crack e orientações para tratamento dos usuários pelo SUS.

 

 

CRACK ESTA ACABANDO COM OS JOVENS

Um dos maiores problemas vividos hoje no Brasil é a grande juventude  que se encontra usando o crack. Hodiernamente 15 mil adolescentes usam o crack. Essa droga pode sim ser vista como um grande abismo na vida dos jovens, muitos usam a droga por embalo dos amigos, somente para ter sensações agradáveis, mas se enganam pois o crack já vicia desde o primeiro contato. Os efeitos são devastadores efeitos que levam os jovens a destruírem suas vidas a cada dia mais.

O crack chega ao cérebro em apenas 12 segundos, muitos jovens se prostituem, e chegam até roubar para comprar droga e manterem seu vício, e com isso o crack provoca na vida do jovem o afastamento do convívio social, como: amigos e familiares, muitos não voltam para suas casas e passam dias  e noites sem dormir e comer.

É preciso ter uma visão diferente dos usuários dessa droga, o usuário não deve ser visto como um bandido, delinquente muito pelo contrário o usuário deve ser visto como um dependente químico que necessita de ajuda e tratamento. Um dos motivos que leva uma pessoa a usar droga é uma decepção amorosa, uma briga familiar e isso gera um vazio dentro da pessoa e usando a droga o indivídua preenche o vazio que está em seu coração. O crack é uma droga bastante acessível e com isso leva os dependentes a querê-la mais e mais.

OS JOVENS COMEÇAM A USAR A DROGA CEDO

O crack não escolhe cor, raça, e nem condição social para atingir, e a idade média para o início do uso da droga é de 13 anos o consumo geralmente é iniciado nessa idade.

Não é considerado uma utopia largar o vício, e sim é preciso ver que se inicia uma grande etapa contra o crack, existem varias casas de recuperação para tratarem os dependentes químicos para largarem o vício a pessoa tem que ter força de vontade e atitude para sair dessa vida que só leva a caminhos devastadores, geralmente o indivíduo não inicia o uso e entorpecentes com o uso do crack muita das vezes começam com a maconha e com a cocaína, é triste ver os jovens se perdendo nesse abismo pois eles são as pessoas em preparação para um futuro, e que não podem ser desperdiçados .Muitos jovens  não tiveram a oportunidade de  estudarem, ou de se quer conhecer o melhor pra si mesmo, o governo deveria investir em programas sócio educativos, programas culturais,  estabelecer um novo paradigma para juventude.

Muitos  dos usuários já sofreram algum tipo de abuso sexual na infância, os usuários são pessoas com traumas emocionais. Segundo o médico húngaro-canadense Gabor Maté  os drogas não causam dependência ele diz que a dependência não reside na droga e sim na alma em um vazio e esse vazio pode ser preenchido  com algo que traga um alívio temporário e cada um toma uma atitude para para se aliviar ainda que temporários por exemplo: algumas pessoas vão as compras, algumas em comida e assim por diante. Muitas vezes o indivíduo usa a droga para fugir de uma realidade difícil de lidar à nível consciente.

Portanto com tantos problemas  a enfrentar e com tantos jovens para se tratar a nossa visão tem que mudar ao olharmos um dependente químico que necessita de ajuda.

    Com base em todos esses problemas causados pelo o uso contínuo do crack na juventude, o Presidente da República instituiu o plano integrado de enfrentamento ao crack e outras drogas de acordo com o  Decreto nº 7.179, de 20 de maio de 2010 como segue abaixo:

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea “a”, da Constituição, 

DECRETA:

Art. 1o  Fica instituído o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, com vistas à prevenção do uso, ao tratamento e à reinserção social de usuários e ao enfrentamento do tráfico de crack e outras drogas ilícitas.

§ 1o  As ações do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas deverão ser executadas de forma descentralizada e integrada, por meio da conjugação de esforços entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, observadas a intersetorialidade, a interdisciplinaridade, a integralidade, a participação da sociedade civil e o controle social. 

§ 2o  O Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas tem como fundamento a integração e a articulação permanente entre as políticas e ações de saúde, assistência social, segurança pública, educação, desporto, cultura, direitos humanos, juventude, entre outras, em consonância com os pressupostos, diretrizes e objetivos da Política Nacional sobre Drogas.  

Art. 2o  São objetivos do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas:

I - estruturar, integrar, articular e ampliar as ações voltadas à prevenção do uso, tratamento e reinserção social de usuários de crack e outras drogas, contemplando a participação dos familiares e a atenção aos públicos vulneráveis, entre outros, crianças, adolescentes e população em situação de rua;

II - estruturar, ampliar e fortalecer as redes de atenção à saúde e de assistência social para usuários de crack e outras drogas, por meio da articulação das ações do Sistema Único de Saúde - SUS com as ações do Sistema Único de Assistência Social - SUAS;

III - capacitar, de forma continuada, os atores governamentais e não governamentais envolvidos nas ações voltadas à prevenção do uso, ao tratamento e à reinserção social de usuários de crack e outras drogas e ao enfrentamento do tráfico de drogas ilícitas;

IV - promover e ampliar a participação comunitária nas políticas e ações de prevenção do uso, tratamento, reinserção social e ocupacional de usuários de crack e outras drogas e fomentar a multiplicação de boas práticas;

V - disseminar informações qualificadas relativas ao crack e outras drogas; e

VI - fortalecer as ações de enfrentamento ao tráfico de crack e outras drogas ilícitas em todo o território nacional, com ênfase nos Municípios de fronteira. 

Art. 2o-A.  Ficam instituídas as seguintes instâncias de gestão do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas:       (Incluído pelo Decreto nº 7.637, de 2011)

I - Comitê Gestor; e       (Incluído pelo Decreto nº 7.637, de 2011)

II - Grupo Executivo.         (Incluído pelo Decreto nº 7.637, de 2011)

§ 1o  As instâncias de gestão serão coordenadas pelo Ministro de Estado da Justiça.        (Incluído pelo Decreto nº 7.637, de 2011)

§ 2o  Caberá ao Ministério da Justiça prover apoio técnico-administrativo e os meios necessários ao funcionamento das instâncias de gestão.        (Incluído pelo Decreto nº 7.637, de 2011)

§ 3o  Poderão ser convidados, para participar das reuniões, representantes de órgãos e entidades da administração pública federal, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos Poderes Judiciário e Legislativo, do Ministério Público, da Defensoria Pública e de entidades privadas sem fins lucrativos, bem como especialistas.” (NR)        (Incluído pelo Decreto nº 7.637, de 2011)

§ 4o  As instâncias de gestão se reunirão periodicamente, mediante convocação do Ministro de Estado da Justiça.        (Incluído pelo Decreto nº 7.637, de 2011)

§ 5o  A participação nas instâncias de gestão será considerada prestação de serviço público relevante, não remunerada.       (Incluído pelo Decreto nº 7.637, de 2011)

Art. 3o  Fica instituído o Comitê Gestor do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, composto por um representante, titular e suplente, de cada órgão a seguir indicado:

Art. 3o  O Comitê Gestor do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas será composto pelo Ministro de Estado e pelo Secretário-Executivo, respectivamente titular e suplente, de cada um dos seguintes órgãos:     (Redação dada pelo Decreto nº 7.637, de 2011)

I - Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República;

II - Casa Civil da Presidência da República;

III - Secretaria-Geral da Presidência da República;

IV - Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República;

V - Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República;

VI - Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República;

VII - Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República;

VIII - Ministério da Justiça;

IX - Ministério da Saúde;

X - Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome;

XI - Ministério da Defesa;

XII - Ministério da Educação;

XIII - Ministério da Cultura;

XIV - Ministério do Esporte; e

XV - Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Art. 4o  Compete ao Comitê Gestor:

I - estimular a participação dos entes federados na implementação do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas;

II - acompanhar e avaliar a implementação do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas; e

III - consolidar em relatório periódico as informações sobre a implementação das ações e os resultados obtidos. 

Art. 4o-A.  O Grupo Executivo do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas será composto pelo Ministro de Estado e pelo Secretário-Executivo, respectivamente titular e suplente, de cada um dos seguintes órgãos:       (Incluído pelo Decreto nº 7.637, de 2011)

I - Ministério da Justiça;       (Incluído pelo Decreto nº 7.637, de 2011)

II - Casa Civil da Presidência da República;       (Incluído pelo Decreto nº 7.637, de 2011)

III - Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão;       (Incluído pelo Decreto nº 7.637, de 2011)

IV - Ministério da Fazenda;       (Incluído pelo Decreto nº 7.637, de 2011)

V - Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome;       (Incluído pelo Decreto nº 7.637, de 2011)

VI - Ministério da Saúde; e       (Incluído pelo Decreto nº 7.637, de 2011)

VII - Ministério da Educação.        (Incluído pelo Decreto nº 7.637, de 2011)

Parágrafo único.  Caberá ao Grupo Executivo:       (Incluído pelo Decreto nº 7.637, de 2011)

I - promover a implementação e gestão das ações do Plano;       (Incluído pelo Decreto nº 7.637, de 2011)

II - propor ao Comitê Gestor medidas de aprimoramento das ações do Plano.       (Incluído pelo Decreto nº 7.637, de 2011)

Art. 5o  O Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas será composto por ações imediatas e estruturantes. 

§ 1o  As ações Imediatas do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas contemplam:

I - ampliação do número de leitos para tratamento de usuários de crack e outras drogas;

II - ampliação da rede de assistência social voltada ao acompanhamento sociofamiliar e à inclusão de crianças, adolescentes e jovens usuários de crack e outras drogas em programas de reinserção social;

III - ação permanente de comunicação de âmbito nacional sobre o crack e outras drogas, envolvendo profissionais e veículos de comunicação;

IV - capacitação em prevenção do uso de drogas para os diversos públicos envolvidos na prevenção do uso, tratamento, reinserção social e enfrentamento ao tráfico de crack e outras drogas ilícitas;

V - ampliação das ações de prevenção, tratamento, assistência e reinserção social em regiões de grande vulnerabilidade à violência e ao uso de crack e outras drogas, alcançadas por programas governamentais como o Projeto Rondon e o Projovem;

VI - criação de sítio eletrônico no Portal Brasil, na rede mundial de computadores, que funcione como centro de referência das melhores práticas de prevenção ao uso do crack e outras drogas, de enfrentamento ao tráfico e de reinserção social do usuário;

VII - ampliação de operações especiais voltadas à desconstituição da rede de narcotráfico, com ênfase nas regiões de fronteira, desenvolvidas pelas Polícias Federal e Rodoviária Federal em articulação com as polícias civil e militar e com apoio das Forças Armadas; e

VIII - fortalecimento e articulação das polícias estaduais para o enfrentamento qualificado ao tráfico do crack em áreas de maior vulnerabilidade ao consumo. 

§ 2o  As ações estruturantes do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas contemplam:

I - ampliação da rede de atenção à saúde e assistência social para tratamento e reinserção social de usuários de crack e outras drogas;

II - realização de estudos e diagnóstico para o acúmulo de informações destinadas ao aperfeiçoamento das políticas públicas de prevenção do uso, tratamento e reinserção social do usuário e enfrentamento do tráfico de crack e outras drogas ilícitas;

III - implantação de ações integradas de mobilização, prevenção, tratamento e reinserção social nos Territórios de Paz do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania - PRONASCI, e nos territórios de vulnerabilidade e risco;

IV - formação de recursos humanos e desenvolvimento de metodologias, envolvendo a criação de programa de especialização e mestrado profissional em gestão do tratamento de usuários de crack e outras drogas;

V - capacitação de profissionais e lideranças comunitárias, observando os níveis de prevenção universal, seletiva e indicada para os diferentes grupos populacionais;

VI - criação e fortalecimento de centros colaboradores no âmbito de hospitais universitários, que tenham como objetivos o ensino, a pesquisa e o desenvolvimento de metodologia de tratamento e reinserção social para dependentes de crack e outras drogas;

VII - criação de centro integrado de combate ao crime organizado, com ênfase no  narcotráfico, em articulação com o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - CENSIPAM, com apoio das Forças Armadas;

VIII - capacitação permanente das polícias civis e militares com vistas ao enfrentamento do narcotráfico nas regiões de fronteira; e

IX - ampliação do monitoramento das regiões de fronteira com o uso de tecnologia de aviação não tripulada. 

§ 3o  O Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas promoverá, ainda, a articulação das ações definidas neste artigo com outras ações desenvolvidas em âmbito federal, estadual, distrital e municipal. 

Art. 5o-A.  A participação dos Estados, Distrito Federal e Municípios no Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas ocorrerá por meio de termo de adesão.        (Incluído pelo Decreto nº 7.637, de 2011)

§ 1o  A adesão dos entes federados implica responsabilidade pela implementação das ações de acordo com os objetivos previstos neste Decreto e com as cláusulas estabelecidas no termo de adesão.         (Incluído pelo Decreto nº 7.637, de 2011)

§ 2o  No termo de adesão os entes federados se comprometerão a estruturar instâncias estaduais de articulação federativa com Municípios e instâncias locais de gestão e acompanhamento da execução do Plano, assegurada, no mínimo, a participação dos órgãos responsáveis pelas áreas de saúde, assistência social, educação e segurança pública.       (Incluído pelo Decreto nº 7.637, de 2011)

 Art. 5o-B.  Os órgãos e entidades que aderirem ao Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas deverão assegurar a disponibilização, em sistema específico, de informações sobre as políticas, programas e ações a serem executados, suas dotações orçamentárias e os resultados da execução no âmbito de suas áreas de atuação.       (Incluído pelo Decreto nº 7.637, de 2011)

Art. 6o  As despesas decorrentes da implementação do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas correrão à conta de dotações orçamentárias próprias dos órgãos nele representados, consignadas anualmente nos respectivos orçamentos, observados os limites de movimentação, de empenho e de pagamento da programação orçamentária e financeira anual. 

Art. 7o  A execução das ações previstas neste Plano observará as competências previstas no Decreto no 5.912, de 27 de setembro de 2006.

Art. 7o-A.  Para a execução do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas poderão ser firmados convênios, contratos de repasse, termos de cooperação, ajustes ou instrumentos congêneres com órgãos e entidades da administração pública federal, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, com consórcios públicos ou com entidades privadas.       (Incluído pelo Decreto nº 7.637, de 2011)

Art. 8o  Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. 

Brasília, 20 de maio  de 2010; 189o da Independência e 122o da República. 

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto
Fernando Haddad
Márcia Bassit Lameiro da Costa Mazzoli
Márcia Helena Carvalho Lopes
Jorge Armando Felix

                                                                                                                         EDIÇÃO: ROBERT DOUGLAS VEIGA NERY e GRAZIELA MARTINS ZICA

DIREÇÃO: Ana Flávia Graciano Sabino, Edvaldo Araujo Duarte Jalles, Gabriela Fernanda Matos Diogo, Graziela Martins, João António Felipe da Rocha, Paulo Sérgio Rodrigues, Robert Douglas Veiga Nery .

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